segunda-feira, 5 de maio de 2014

Capoeira Aula 1

Raízes africanas 
A história da capoeira começa no século XVI, na época em que o Brasil era colônia de Portugal. A mão-de-obra escrava africana foi muito utilizada no Brasil, principalmente nos engenhos (fazendas produtoras de açúcar) do nordeste brasileiro. Muitos destes escravos vinham da região de Angola, também colônia portuguesa. Os angolanos, na África, faziam muitas danças ao som de músicas. 
No Brasil 
Ao chegarem ao Brasil, os africanos perceberam a necessidade de desenvolver formas de proteção contra a violência e repressão dos colonizadores brasileiros. Eram constantemente alvos de práticas violentas e castigos dos senhores de engenho. Quando fugiam das fazendas, eram perseguidos pelos capitães-do-mato, que tinham uma maneira de captura muito violenta.

           Os senhores de engenho proibiam os escravos de praticar qualquer tipo de luta. Logo, os escravos utilizaram o ritmo e os movimentos de suas danças africanas, adaptando a um tipo de luta. Surgia assim a capoeira, uma arte marcial disfarçada de dança. Foi um instrumento importante da resistência cultural e física dos escravos brasileiros.

           A prática da capoeira ocorria em terreiros próximos às senzalas (galpões que serviam de dormitório para os escravos) e tinha como funções principais à manutenção da cultura, o alívio do estresse do trabalho e a manutenção da saúde física. Muitas vezes, as lutas ocorriam em campos com pequenos arbustos, chamados na época de capoeira ou capoeirão. Do nome deste lugar surgiu o nome desta luta.

           Até o ano de 1930, a prática da capoeira ficou proibida no Brasil, pois era vista como uma prática violenta e subversiva. A polícia recebia orientações para prender os capoeiristas que praticavam esta luta. Em 1930, um importante capoeirista brasileiro, mestre Bimba, apresentou a luta para o então presidente Getúlio Vargas. O presidente gostou tanto desta arte que a transformou em esporte nacional brasileiro.


Três estilos da capoeira 
A capoeira possui três estilos que se diferenciam nos movimentos e no ritmo musical de acompanhamento. O estilo mais antigo, criado na época da escravidão, é a capoeira angola. As principais características deste estilo são: ritmo musical lento, golpes jogados mais baixos (próximos ao solo) e muita malícia. O estilo regional caracteriza-se pela mistura da malícia da capoeira angola com o jogo rápido de movimentos, ao som do berimbau.

Os golpes são rápidos e secos, sendo que as acrobacias não são utilizadas. Já o terceiro tipo de capoeira é o contemporâneo, que une um pouco dos dois primeiros estilos. Este último estilo de capoeira é o mais praticado na atualidade.
Fonte: http://www.suapesquisa.com/educacaoesportes/historia_da_capoeira.htm

Atividade-01

        Posições
Defesa - posição de Cócoras, nome: cocorinha.
Ataque – Chute circular frontal, nome: meia lua.
Atividade lúdica com as duas posições. (aquecimento)

Mãe cola adaptado cocorinha  e meia lua – define-se o pegador, e este deve pegar os outros alunos, sendo que os alunos pegos devem permanecer na posição de “cocorinha”,  para que este volte a participar da brincadeira outro colega que ainda não foi pego deve fazer a “meia lua” sobre sua cabeça conforme a ilustração. O objetivo do pegador é fazer com que todos sejam pegos e permanecem na posição de “cocorinha”.

Variações 

Após o aluno executar a “meia lua” sobre o colega, deve posicionar na posição de “cocorinha” a frente do colega que foi pego, colocar as mãos espalmadas para trás com as palmas voltadas para cima e o outro toca-las, como um comprimento, ai sim eles voltam a brincadeira.

Atividade-02

Alongamento, distribuição de colchonetes para os alunos, alongamento de todos os membros do corpo iniciando dos membros inferiores até os superiores e aquecimento articular.
Iniciando a aula














Estica daqui e estica de lá















Aplicação

Cada aluno com um colchonete.  Orientar para que o colchonete fique no chão na posição vertical em relação ao aluno. Posição inicial, o colchonete fica entre as pernas do aluno, como mostra a figura acima. No quadro 2, posição com o peso dividido, pés em paralelo, sem pisar em cima do colchonete. Para executar o movimento, o aluno deve deslocar uma perna de cada vez para traz do colchonete, sem pisar em cima, o deslocamento completo e quando uma perna vai até o final e volta e a outra faz o mesmo movimento, a ginga é constituída por esse ciclo que movimento que sempre se repete. A posição dos braços é sempre alternada com a perna que está deslocando, ou seja, se a perna direita estiver indo para trás, o braço direito sobe para próximo a orelha, e o braço esquerdo vai para trás.
Executar os movimentos sempre no ritmo da música.

                                       
Iniciando movimentos básicos
                             
Uso do colchonete para delimitar movimento
            Atividade-04 Ginga em duplas.

            A ginga em duplas é sempre o espelho do seu parceiro, Inicialmente promove que os alunos fiquem de mãos dadas.
            
Variações

Executar o movimento soltando uma das mão do companheiro, neste caso, a mão da perna que está na frente que deve ser solta de ambos. Outra variação é a ginga sem contato com o parceiro, somente o movimento de espelho.




Trabalho de movimentação em duplas

Variações

Executar o movimento soltando uma das mão do companheiro, neste caso, a mão da perna que está na frente que deve ser solta de ambos. Outra variação é a ginga sem contato com o parceiro, somente o movimento de espelho.

Atividade-5

Ginga combinado com cocorinha
Orientar para os alunos que a cada 3 gingas, deve ser feita uma defesa cocorina, a execução deste movimento combinado sempre parte do momento que as pernas estão na paralela na ginga, aproveitando o embalo de deslocamento para o lado que o aluno está se deslocando para fazer a “cocorinha”.

Variação

Ao invés de executar a “cocorinha” desenvolver o movimento de ataque aprendido anteriormente (meia Lua).

Atividade-6

Movimentos em duplas.
Ginga, “meia lua” e “cocorinha”.
Orientar para que os alunos fiquem em duplas, frente a frente, realizando a ginga em espelho, definir um dos alunos da dupla que só fará a “cocorinha” a cada três gingas e o outro a “meia lua”, ou seja a defesa ou esquiva do ataque do companheiro.

Atividade-7

Combinação de chute.
Executar a “meia lua” de frente caindo de costas para o seu parceiro que está na “cocorinha”, aproveitando o embalo da rotação do corpo, liberar a outra perna para exucutar outro chute.
Atividade-8
Ritimo músical.
Trabalhar o ritimo músical com os alunos, compaço composto por três tempos.
Música: “ café com pão”, seguido de três palmas, sendo que 2 são fortes e uma mais fraca, sendo que a 1 e a 3 são as fortes.
Música cantada:
A,e,i,o,u.
U,o,i,e,a.
A,e,i,o,u.
Vem criança, vem jogar...
...
Variação

Dividir a turma em dois grupos sendo que um fica responsável pelas palmas e o outro pelo vocal. Sempre levando em consideração os 3 tempos músicais, sem perder o compaço e o vocal, tentando manter a sintonia entre as palmas e o vocal.


Referencia:
Aula ministrada pela professora Keitih Sato Urbinati, no 4 período da Faculdade Dom Bosco, no primeiro semestre de 2014.

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