quinta-feira, 22 de maio de 2014

Aula de Judô - 1

JUDÔ: Caminho da suavidade
Arte marcial que utiliza a força do oponente para atacar.
O judô é uma arte oriundo do Jujutsu, que era utilizada pelos samurais de combate, que quando estavam em distancia muito próximas de seus adversários não podiam lutar com as suas armas de percussão, portanto criaram as técnicas de jujutso, que permitiam lutas em distâncias aproximadas.
Jujutsu - origem do JUDÔ

O Judô foi criado no Japão em 1882 pelo Professor Jigoro Kano, com a finalidade de colaborar com a educação e orientação do ser humano, além de proporcionar um desenvolvimento físico e disciplinar.
Jigoro Kano - 28/10/1860 - 04/05/1968
Competição
Existem duas formas para vencer na competição,
1- Projeção;
2- Imobilização;
A pontuação é dividida da seguinte forma:
YUKO: marca-se essa pontuação quando o oponente cai de lado ou quando é imobilizado por 15 segundos.
WAZARI: dois wazari valem um ippon e termina o combate logo após o segundo wazari. Um wazari é um "ippon" que a técnica não foi realizada com perfeição, ou quando o oponente é imobilizdo por 16 a 20 segundos.
IPPON: Finaliza o combate. É realizado quando o adversário é projetado de costas no tatami com uma técnica ótima de judô, ou quando o adversário é finalizado por 21 a 25 segundos.

Atividades

1- Aquecimento objetivando alguns conceitos básicos de judô.

2- Corrida em duplas - com a empunhadura de uma das mãos no kimono do companheiro. Correr por todo o tatami sem direção fixa. Obedecer os comandos do professor, porém, sempre manter a empunhadura. Possíveis comando do professor: sentar, rolar para frente, para trás,  entre outros.

3- Bruxa contra fada - (Pega-pega adaptado), a bruxa é o pegador, quando a bruxa pega os alunos, estes devem deslocar-se como tartarugas, e devem se deslocar até a fada para tornar-se a serem crianças novamente e fugir da bruxa, a fada por sua vez não pode se deslocar, os alunos enfeitiçados que devem chegar até ela.
Variação a): A bruxa pode pegar os alunos que estão se deslocando até a fada, "alunos tartarugas", e quando estes são pegos, devem permanecer em decúbito dorsal sem se deslocar, neste caso a fada poderá se deslocar para transformar estes alunos em crianças novamente.
Variação b): Todos os alunos são tartarugas, porém, quando a bruxa se aproximar para pega-los, podem virar em decubido dorsal, e a bruxa não pode pegar, para tal efeito, o aluno tem direito a 3 segundos nesta posição, e a bruxa não pode ficar esperando até o aluno voltar a outra posição, deve tentar pegar outro aluno, quando pego, esse passa a ser a bruxa.

4- Bulldog - (mãe ajuda adaptado), O pegador deve iniciar a brincadeira em posição de 4 apoios e os outros fogem, para que os outros o ajudem, o pegador deve derrubar ao chão os outros alunos, e estes só o ajudaram após cair ao chão, quando isso acontecer, estes viram bulldog também.

5- Alongamentos - Alongar todo o corpo, começando da cervical, passando para a couna torácica, lombar, membros superiores e inferiores.
6-Elementos técnicos

- Queda
1- Costas

2- Frente

3- Lado

6- Queda de Costas

Processo pedagógico
1. Posição inicial, sentado em posição de índio, queixo colado ao peito, mãos segurando os pés, iniciar balaço para trás, (rolamento incompleto).


2. Mesma posição do anterior, fazer o rolamento para trás e girar para os dois lados quando atingir o ponto mais amplo, sem fazer o rolamento completo.

3. posição de tronco e pernas e queixo continuam da mesma forma, os braços estendidos a frente, a cada contagem do professor, faz uma palma a frente em seguida executa o rolamento incompleto, porém, agora, aumenta a superfície de contato com o solo, ao iniciar o rolamento, os braços estendem-se ao lado antecipando o impacto apenas da coluna.

4. Mesmo processo, porém com as pernas estendidas.

5.  Rolamento sobre um dos ombros, mesma posição do movimento anterior, porém, quando for executar, além de encostar o queixo ao peito, a cervical, vai para o lado oposto do ombro que fica em contato com o solo, rolamento ainda incompleto.

6. Mesma técnica anterior, agora sem palmas, colocando mais impulso para fazer o rolamento completo, porém não deve esquecer dos braços antecipando a coluna para aumentar a superfície na hora de rola.

7. Partindo da posição de cócoras, executar as mesmas técnicas.

8. Partindo da posição em pé, executar as mesmas técnicas anteriormente.

7- Siga seu mestre adaptado
Partindo da pegada (empunhadura) cruzada, gola/manga, define o aluno que toma a iniciativa de deslocamento e o parceiro segue o deslocamento, mantendo a empunhadura definida.

ATENÇÃO: nesta brincadeira, em hipótese alguma o aluno deve juntar os pés e saltar, cuidados básicos para que o judoca deve tomar para não facilitar a ação do oponente.
8- Projeção do oponente
De joelhos, sem a empunhadura, fazer o cumprimento, após entrar em contato com o adversário, fazer a empunhadura mais apropriada, e tentar projetar o outro ao solo.
Variação: iniciar a atividade em pé.

9- Imobilização - honke za gatame


O aluno que aplica o movimento fica por cima,  outro em decúbito dorsal, o atacante, apoia o peito sobre o outro, com a base em um dos lados do oponente, a perna da frente fica estendida e a de trás semiflexionada, o braço do lado oposto em que está a base envolve a cabeça do oponente, e o outro braço trava o braço de fuga do adversário.
Para o adversário sair deste movimento, é muito difícil, porém isso pode acontecer, se  o atacante der alguma brecha onde, este pode aproveitar da situação, girando o tronco e lançando o quadril para o lado oposto, ficando por trás do oponente.


Referencia:
Aula ministrada pela professora Keitih Sato Urbinati, no 4 período da Faculdade Dom Bosco, no primeiro semestre de 2014.


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